terça-feira, 25 de junho de 2013

De novo?


Tudo isso é bobagem!

Sonhar com alma gêmea, com príncipe encantado

Finais felizes? Não existem!

Pelo que você espera se sabe a verdade?

Que tudo se derrete, se dissolve

Que nada é forte o suficiente pra persistir

Então, pra que perder noites de sono?

Pra que insistir no que não é possível?

Não se engane de novo, essa história já vimos!

O fim é sempre o mesmo, um luto, uma luta

É choro, é lamentação, é arrependimento!

Então, antes de se atolar nesse campo minado

Respira, conte até 10, repense, refilta

Estão acabando as pranchas de salvação

O porto seguro já tem seu chão rachado

Seu navio afundará de vez!

Não, não insista. Leia um livro.

É lá que os romances dão certo.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Pó Mágico


Me inspire

Deixe-me ser o ar que respira

Deixe-me navegar pela sua corrente sanguínea

Deixe-me mexer com seus sentidos

Enlouquecê-lo, deixá-lo fora de si!

Apenas permita que eu aja

Veja as cores que existem em mim

Enquanto eu tiro a cor de seus lábios

O calor do seu corpo

A vibração da sua voz!

Deixe-me derretê-lo!

Até que escorra pelos meus dedos

Até que não sobre mais nada de você.

Deixe-me ser teu vicio!

Permita-me aniquilar você!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Fim


Eis aqui meu coração ferido

Partido, são tantos pedaços!

Havia eu, alma em mãos

Sem medo, sem proteção!

Fui ao teu encontro

Mostrando o que havia de melhor em mim.

Você percebeu, você riu

Jogou minha alma no inferno

Ignorou meus bons atos!

Eu, assustada, não entendi.

Eu, tão tola, permiti.

Enquanto triunfava

Em seu trono de rosas e armas

Eu me ajoelhei,

Eu lhe venerei.

Você se cansou, acho que o entediei

Virou-me as costas, não entendi.

Não deixou sinais de que voltaria.

Pediu pra que eu não fosse atrás.

Me deu seu melhor sorriso

E o cravou em meus olhos

Pra que eu jamais esquecesse

Enquanto já nem se lembrava de mim.

Eis aqui o que sobrou

Fantasma atormentado

Agonia sem fim

A sua não presença

Que ecoa por todo lado

Os meus restos que se desmancham

Viram pó, se perdem

Até que já não exista

Mas nada de mim

Eis aqui o que já não há.
Eis aqui o fim. Meu fim.

Oi


Só os anjos sabem o quanto desejo

Que se aproxime como antes

E me de seu lindo sorriso e me diga oi

E meu coração salta ao imaginar

E eu me sinto tão completa

Tão feliz!

As chances são poucas, mas peço o tempo todo

Eu sonho o tempo todo

Eu espero o tempo todo.

Mesmo que seja tudo em vão

Que seja fé desperdiçada

Não consigo deixar de querer!

Talvez não fosse o bastante

Talvez eu ainda sentiria que falta

Mas a falta que agora tenho me aterroriza

Me segura

Me impede

Me tortura!

Talvez nunca mais sorria

Talvez nunca mais me olhe

Mas não desisto

Então eu sofro.

Mesmo que já não exista a inocência

Mesmo que não exista seu amor por mim

Eu queria, eu lhe pediria.

Apenas um sorriso e um oi.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Desculpas


Desculpe por não saber maneirar meus modos.

Desculpe se eu fui grosseira.

Desculpe por não saber agir quando fico sem ação.

Desculpe por me preocupar com você.

Desculpe se eu sempre passo de todos os limites.

Desculpe se eu ajo como se eu fosse adolescente, não você.

Desculpe por ter sido rude tantas vezes.

Desculpe por ter batido na sua cabeça.

Desculpe por ter chamado sua atenção.

Desculpe por cuidar da sua vida.

Desculpe se me coloquei numa posição maior do que sou na sua vida.

Desculpe por não conseguir te ignorar.

Desculpe por não conseguir te esquecer.

Desculpe se você ainda tem tanta importância na minha vida.

Desculpe se eu não consigo esquecer todos seus contatos.

Desculpe se todos os dias eu me preocupo se você chegou.

Desculpe se sempre quero saber se está bem.

Desculpe por não conseguir ignorar sua existência.

Desculpe se você significa ainda tanto assim pra mim.

Desculpe porque pra mim você sempre será um amigo.

Desculpe se eu tenho medo que você parta e eu nunca mais possa te pedir desculpas.

Desculpe, desculpe, desculpe.

Desculpe se eu não sei como me desculpar.

Desculpe se eu não posso voltar atrás.

Desculpa se eu não sei consertar o presente.

Desculpe, se não sei prever o futuro.

Desculpe, desculpe, desculpe.

Desculpe se já repeti tanto essa palavra até que ela perca o sentido.

Desculpe, porque você ainda faz sentido na minha vida.

Desculpe se eu fiz você perder tempo lendo isso.

Desculpe. Só me desculpe.

 

Números


Eu não preciso de ninguém na minha vida pra ser número. Minha vida não é abaixo assinado, que precisa de um tanto de gente pra que siga.

Eu não preciso ser número na vida de ninguém. Eu não faço questão de estar entre seus queridos amigos, eu fazia questão de ser sua querida amiga. FAZIA.

Sempre odiei números, exatas jamais foi meu forte. Eu sempre gostei de humanas, do convívio entre pessoas e o que este convívio pode trazer de beneficio (ou não) para os participantes desta relação.

Odeio números. Não me importa se são números inteiros ou quebrados, se são compostos por dezenas, centenas. Não ligo pra eles.

Ser mais uma não me faz melhor ou pior que ninguém. Nem ao menos me faz ser. Não gosto de ser número. Não obrigo ninguém a ser.