Como minha vida é um prato cheio para criticas, imagino que esse texto se refira ao mundo.
Aprendi algo muito importante nas últimas semanas. Aliás, faz um tempo que tudo isto está acontecendo, mas admito que não queria acreditar.
O mundo tem funcionado da seguinte forma: se existe um erro, o erro é meu e eu não fiz nada para tentar consertar. Isso então, lhe dá o direito de me criticar com toda a força de seu maldito pudor, e eu, como errante que sou, não posso me defender.
Se existe um mal, fui eu que causei sozinha, e claro, obviamente, eu não tentei consertar, porque não sou considerada o tipo de pessoa com consiência.
Mas deixe-me contar uma coisa, seu desgraçado que acha que é mais fácil simplesmente apontar o seu dedo sujo em minha direção sem nem tentar entrar o que se passa: pode parecer surpreendente, mas quando eu erro eu tento pedir desculpas pelo que faço. Eu admito meus erros, eu peço perdão, eu avalio meus passos errados e tento mostrar o quanto me arrependo de verdade pelo peso que coloquei na mão.
Mas, surpresa, nem sempre a pessoa ferida por esse monstro que sou eu, liga para minhas tentativas. Nem sempre, ligar 20 vezes pra uma pessoa (que alias, já me magoou antes mas nem por isso correu atrás de mim, nem 1/10 do que estou fazendo) quer dizer que ela vai me atender.
Nem sempre a minha fúria é sem motivo. Às vezes, mesmo que de forma rara, eu tenha razão. Já pensou nisso? Que assustador né?
A verdade é que eu estou cansada de muitas coisas. Se eu dou conselhos, estou agredindo. Se eu não respondo, pra não aumentar as confusões, eu to ignorando. Isso é outra coisa complicada, às vezes preciso comer, dormir, dar um tempo de computador e fazer coisas mais importantes, tipo viver.
Eu to realmente cansada do julgamento de todo mundo. Não existem perguntas, só acusações. Eu devo ser uma pessoa realmente horrível, porque todos tem direito de defesa, até um assassino em série, até estuprador de velhinhas indefesas, mas eu não tenho o direito nem de contar as coisas que fiz. Não é dado um voto de confiança, só são apontados erros e mais erros.
Não sou perfeita, claro que não, eu erro muito na minha vida. Mas o pior é que tem tanta gente a minha volta se achando assim tão perfeito e correto, que não mexem um dedo para tentar ajudar mas mexe todos os membros do corpo pra me punir pelas coisas... Minha vontade é desaparecer, nunca mais falar com as pessoas, mas depois vem aquela coisa idiota que a pessoa vira e pergunta "nossa, por que você estava tão sumida?" . E a minha maior vontade é de ter ficado desaparecida pra sempre.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Jardinagem.
Quando uma planta está fraca, normalmente se corta os galhos secos para que eles dêem lugar a novos, mais saudáveis e fortes.
Isso é uma coisa normal. Quando o corpo é atingido por algumas doenças, você tem que tirar uma parte para que o resto não seja infectado.
A vida também é assim. Algumas vezes você precisa tirar de perto de você o que está te puxando pra baixo. Algumas pessoas nem ao menos percebem que tem esse poder sobre a gente, de nos tornar fracos, doentes, sem vida. Outras, ao contrário, sabem e fazem isto de propósito.
As pessoas fazem com a gente o que deixamos fazer. Não é elas que devem se tornar pessoas mais maravilhosas, e sim, nós que temos que perceber que as relações desiguais não nos fazem martires, ou passível de merecer um lugar melhor no céu.
Existem tantas pessoas pelas quais eu daria minha vida. Pelas quais eu compro briga, eu arrumo confusão, pelas quais eu abro mão de algo bom pra mim e entrego a elas. Não é saudável, mas é a forma que eu aprendi a ser. E é uma atitude suícida. Porque quando a situação se inverte, eu não tenho nada em troca. Quando eu preciso de ajuda, quando eu preciso de apoio, eu não encontro nada.
Todos tem seu tempo de amadurecimento, de ponderar o que é certo e o que é errado de uma forma mais justa. Mas o tempo nem sempre é bondoso, ele corre, e deixa pra trás todas as boas coisas que poderiamos ter feito pelo outro.
Ontem arranquei uma folha seca da arvore da minha vida. Eu achei que era certo. Eu sei que causei sofrimento. Mas mais sofrimento passei eu.
A vida é feita de escolhas. Eu fiz a minha.
Isso é uma coisa normal. Quando o corpo é atingido por algumas doenças, você tem que tirar uma parte para que o resto não seja infectado.
A vida também é assim. Algumas vezes você precisa tirar de perto de você o que está te puxando pra baixo. Algumas pessoas nem ao menos percebem que tem esse poder sobre a gente, de nos tornar fracos, doentes, sem vida. Outras, ao contrário, sabem e fazem isto de propósito.
As pessoas fazem com a gente o que deixamos fazer. Não é elas que devem se tornar pessoas mais maravilhosas, e sim, nós que temos que perceber que as relações desiguais não nos fazem martires, ou passível de merecer um lugar melhor no céu.
Existem tantas pessoas pelas quais eu daria minha vida. Pelas quais eu compro briga, eu arrumo confusão, pelas quais eu abro mão de algo bom pra mim e entrego a elas. Não é saudável, mas é a forma que eu aprendi a ser. E é uma atitude suícida. Porque quando a situação se inverte, eu não tenho nada em troca. Quando eu preciso de ajuda, quando eu preciso de apoio, eu não encontro nada.
Todos tem seu tempo de amadurecimento, de ponderar o que é certo e o que é errado de uma forma mais justa. Mas o tempo nem sempre é bondoso, ele corre, e deixa pra trás todas as boas coisas que poderiamos ter feito pelo outro.
Ontem arranquei uma folha seca da arvore da minha vida. Eu achei que era certo. Eu sei que causei sofrimento. Mas mais sofrimento passei eu.
A vida é feita de escolhas. Eu fiz a minha.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
E um erro assim tão vulgar...
Enfim, hoje fiz o que eu já deveria ter feito a muito tempo.
Tirei do meu twitter alguém que eu não deveria nem ter adicionado nunca. O ponto alto do problema foi quando fiz uma piadinha e o lindo afirmou que me tiraria do twitter porque apenas me seguia por educação.
Pois bem, lhe fiz um grande favor. Para que saia como o coitado, a pobre vitima, e eu a louca, eu te bloquiei. Eu parei de te seguir.
Eu cometi um erro, um grande e gigantesco erro. Vi em você o que eu havia perdido a muito tempo atrás. Só que não é o que eu achei que era. Nunca será. Pelo simples fato que nada nem ninguém pode substituir o que se foi.
Eu me vi apaixonada, sonhadora... burra. Vi algo que nunca existiu em seus olhos, e sonhei com uma boca que só sabe abrir para ofender os outros.
Acha mesmo que é melhor do que os outros? Acha mesmo que é assim tão perfeito? Deixe-me contar, meu caro, não é melhor que ninguém. Você acaba com a moral das pessoas para que elas não consigam perceber o tremendo babaca que você é. Tenho pena. Nem ao menos sabe o que é, não sabe do que gosta, não sabe ter amigos.
Isso sem falar nos seus queridos amiguinhos, com quem se junta para falar dos outros. Realmente se acha superior a quem você fala mal? As pessoas que você manda asks anonimos sendo um idiota e achando que as pessoas não vão descobrir que é você?
Pois bem, sinceramente, espero que você se dane. Eu não preciso ter seguidores por educação. Se eu quisesse numero, meu bem, fazia mil perfis e me seguia, que é menos ridiculo que precisar de alguém como você.
Eu morrerei com a vergonha de ter dito que gostava de você. Que era apaixonada, aliás. Com vergonha de ter gasto meu talento lhe dizendo palavras lindas, enquanto o que você realmente merecia era ser ignorado por qualquer pessoa com o minimo de sanidade mental.
Pode dizer que estas linhas foram escritas por alguém recalcado (você aliás adora essa palavra, não?), pode dizer que foi apenas porque me dispensou. Não importa. No fundo, você sabe o quão mediocre é.
Eu fui sincera como não se pode ser. Mas não mais sincera do que nessas linhas amargas.
Tirei do meu twitter alguém que eu não deveria nem ter adicionado nunca. O ponto alto do problema foi quando fiz uma piadinha e o lindo afirmou que me tiraria do twitter porque apenas me seguia por educação.
Pois bem, lhe fiz um grande favor. Para que saia como o coitado, a pobre vitima, e eu a louca, eu te bloquiei. Eu parei de te seguir.
Eu cometi um erro, um grande e gigantesco erro. Vi em você o que eu havia perdido a muito tempo atrás. Só que não é o que eu achei que era. Nunca será. Pelo simples fato que nada nem ninguém pode substituir o que se foi.
Eu me vi apaixonada, sonhadora... burra. Vi algo que nunca existiu em seus olhos, e sonhei com uma boca que só sabe abrir para ofender os outros.
Acha mesmo que é melhor do que os outros? Acha mesmo que é assim tão perfeito? Deixe-me contar, meu caro, não é melhor que ninguém. Você acaba com a moral das pessoas para que elas não consigam perceber o tremendo babaca que você é. Tenho pena. Nem ao menos sabe o que é, não sabe do que gosta, não sabe ter amigos.
Isso sem falar nos seus queridos amiguinhos, com quem se junta para falar dos outros. Realmente se acha superior a quem você fala mal? As pessoas que você manda asks anonimos sendo um idiota e achando que as pessoas não vão descobrir que é você?
Pois bem, sinceramente, espero que você se dane. Eu não preciso ter seguidores por educação. Se eu quisesse numero, meu bem, fazia mil perfis e me seguia, que é menos ridiculo que precisar de alguém como você.
Eu morrerei com a vergonha de ter dito que gostava de você. Que era apaixonada, aliás. Com vergonha de ter gasto meu talento lhe dizendo palavras lindas, enquanto o que você realmente merecia era ser ignorado por qualquer pessoa com o minimo de sanidade mental.
Pode dizer que estas linhas foram escritas por alguém recalcado (você aliás adora essa palavra, não?), pode dizer que foi apenas porque me dispensou. Não importa. No fundo, você sabe o quão mediocre é.
Eu fui sincera como não se pode ser. Mas não mais sincera do que nessas linhas amargas.
Dias...
Há dias em que estou partida. Em mil pedaços, dificeis demais pra serem remontados. Tem dias que tudo me parece tão errado, a roupa parece errada, o cabelo parece errado, o corpo no qual estou parece errado, respirar parece errado.
Há em dias em que nem o sol parece querer dar as caras em um mundo como esse. O azul não é azul, é cinza. As nuvens não formam figuras, mas são monstros, mantos escuros que cobrem tudo que é belo.
Há dias em que todas as flores estão mortas, que não existe nada colorido, que não existem sons de felicidade ao redor. Existe um silêncio, dolorido, como o que antecede o choro, o desespero.
Há dias que o coração parece prensado demais dentro do corpo para bater, que o rosto parece endurecido demais para permitir um simples sorriso.
Há dias em que meus músculos parecem tão retraídos, e o ato de tentar esticar meu corpo causa uma dor dilacerante, torturante, e a cada tentativa de me esticar, eles ficam ainda menos elásticos, fazendo com que eu me encolha até não sobrar nada. A certeza de que não há nada é a única certeza que se tem.
Há dias em que minhas palavras parecem tão sem sentido, tão infimas, tão pobres, tão desimportantes... Há dias em que não deveria haver o dia.
Há em dias em que nem o sol parece querer dar as caras em um mundo como esse. O azul não é azul, é cinza. As nuvens não formam figuras, mas são monstros, mantos escuros que cobrem tudo que é belo.
Há dias em que todas as flores estão mortas, que não existe nada colorido, que não existem sons de felicidade ao redor. Existe um silêncio, dolorido, como o que antecede o choro, o desespero.
Há dias que o coração parece prensado demais dentro do corpo para bater, que o rosto parece endurecido demais para permitir um simples sorriso.
Há dias em que meus músculos parecem tão retraídos, e o ato de tentar esticar meu corpo causa uma dor dilacerante, torturante, e a cada tentativa de me esticar, eles ficam ainda menos elásticos, fazendo com que eu me encolha até não sobrar nada. A certeza de que não há nada é a única certeza que se tem.
Há dias em que minhas palavras parecem tão sem sentido, tão infimas, tão pobres, tão desimportantes... Há dias em que não deveria haver o dia.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Contaminada
Outro dia li um comentário muito maldoso de uma pessoa, e eu sei que ele se referia a mim, porque a pessoa havia acabado de dizer uma coisa parecida pra mim.
O comentário "me" chamava de tonta, e que eu parasse de tentar ser amiga das pessoas. Isso me ofendeu, profundamente.
Jamais mostro interesse pela vida dos outros, pela saúde dos outros se não é um sentimento real. Eu infelizmente tenho essa bobagem de querer ajudar, de mostrar que estou aqui se precisarem. Nunca foi algo forçado, é algo naturalque existe em mim.
Se eu vejo uma mensagem de alguém por quem eu tenho a minima consideração eu vou atrás sim, vejo se a pessoa precisa de alguma coisa, nem que seja uma palavra amiga.
Daí eu me pergunto: será que eu sou errada por ser sentimental demais, ou essa pessoa que me criticou que é um total babaca, o que torna esse mundo ainda mais frio, desumano?
Sei que quando faço isso, me abro para que pessoas mal intencionadas tirem proveito. Mas não sei, sinceramente, se a melhor solução é me tornar mais um ser tão egoísta que não vê quem está ao seu lado.
Eu vi um menino chorando no ônibus, abalado pela hospitalização de alguém, totalmente perdido, não sabendo nem em que ônibus estava. Eu tive uma vontade grande de me aproximar e perguntar se estava tudo bem com ele, se precisava de alguma coisa, mas não perguntei. Me calei, deixado ele ali de coração partido. Tanto o meu quanto o dele.
As pessoas me diriam: você fez o certo, você não o conhecia, não sabia o que ele podia ter feito pra se encontrar em tamanho desespero. Mas poxa, essa foi uma semente que não plantei e me arrependo. Talvez se eu tivesse dado um lenço pra ele enxugar as lágrimas ele tivesse ficado melhor. Ele saberia que alguém se importa. e então, se um dia, ele encontrasse alguém na mesma situação que ele, ele lembraria do meu ato e faria o mesmo.
Será que a opinião dessa pessoa realmente me importa tanto? Afeta de um jeito que me torna medrosa, com um coração de pedra como o dela?
Estou triste comigo mesma. Não gostaria de me tornar isso.
O comentário "me" chamava de tonta, e que eu parasse de tentar ser amiga das pessoas. Isso me ofendeu, profundamente.
Jamais mostro interesse pela vida dos outros, pela saúde dos outros se não é um sentimento real. Eu infelizmente tenho essa bobagem de querer ajudar, de mostrar que estou aqui se precisarem. Nunca foi algo forçado, é algo naturalque existe em mim.
Se eu vejo uma mensagem de alguém por quem eu tenho a minima consideração eu vou atrás sim, vejo se a pessoa precisa de alguma coisa, nem que seja uma palavra amiga.
Daí eu me pergunto: será que eu sou errada por ser sentimental demais, ou essa pessoa que me criticou que é um total babaca, o que torna esse mundo ainda mais frio, desumano?
Sei que quando faço isso, me abro para que pessoas mal intencionadas tirem proveito. Mas não sei, sinceramente, se a melhor solução é me tornar mais um ser tão egoísta que não vê quem está ao seu lado.
Eu vi um menino chorando no ônibus, abalado pela hospitalização de alguém, totalmente perdido, não sabendo nem em que ônibus estava. Eu tive uma vontade grande de me aproximar e perguntar se estava tudo bem com ele, se precisava de alguma coisa, mas não perguntei. Me calei, deixado ele ali de coração partido. Tanto o meu quanto o dele.
As pessoas me diriam: você fez o certo, você não o conhecia, não sabia o que ele podia ter feito pra se encontrar em tamanho desespero. Mas poxa, essa foi uma semente que não plantei e me arrependo. Talvez se eu tivesse dado um lenço pra ele enxugar as lágrimas ele tivesse ficado melhor. Ele saberia que alguém se importa. e então, se um dia, ele encontrasse alguém na mesma situação que ele, ele lembraria do meu ato e faria o mesmo.
Será que a opinião dessa pessoa realmente me importa tanto? Afeta de um jeito que me torna medrosa, com um coração de pedra como o dela?
Estou triste comigo mesma. Não gostaria de me tornar isso.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Ao Rei Deposto.
Houve uma época que tudo que eu queria era vê-lo online. Meu coração pulava em meu peito, e eu queria tanto conversar contigo. Não sei muito bem o que esperava de ti: que quisesse também conversar, que correspondesse essa vontade que eu tinha.
Mas ó, que mundo injusto. Porque nem o carinho e educação com quem lhe tratei recebi de volta. Vejo-me mais tola do que já me via. Permiti que fosse um completo babaca comigo, que me tratasse como lixo e que não tivesse o minimo de respeito por mim.
Hoje eu ainda sinto meu coração pular ao te ver, mas não corro mais atrás. Gostaria ainda de lhe dizer palavras doces e sinceras, mas que morrerão em minha boca, mesmo que isto a torne amarga.
Eu ainda gostaria de abraçá-lo forte, transmitindo a alegria que sentia ao encontrá-lo. Mas não irei desperdiçar um grau do calor do meu corpo, nem que estivesse congelando de frio.
Gostaria de não ter lhe dito nada. Nem de como seu sorriso era lindo, nem de como sua boca me era tentadora. E aquele gesto de educação no qual havia me deixado fascinada, preferia então que jamais tivesse existido. Preferia, de todo coração e neste caso pulmões, uma pneumonia.
Acho que é isto que não consigo entender. É como se naquele dia, uma pessoa completamente diferente estivesse ao meu lado. Uma pessoa com a mesma casca, mas que era ainda mais bonita pela delicadeza e doçura que vi.
Quando meu coração pula, é por este grande homem que eu vi em um dia de chuva. Mas algo me diz que talvez, apenas talvez, ele jamais tivesse existido e tudo não passou de confusão minha.
Sinto muito se o decepcionei por ser quem sou. Se esperava que meu nome fosse outro, que meu rosto fosse outro, que meu corpo fosse outro. Mas também, lamento por ter achado que podia ser algo maravilhoso, longe do que realmente é, ou pelo menos, tem me apresentado.
Não há longa vida à um rei deposto.
Mas ó, que mundo injusto. Porque nem o carinho e educação com quem lhe tratei recebi de volta. Vejo-me mais tola do que já me via. Permiti que fosse um completo babaca comigo, que me tratasse como lixo e que não tivesse o minimo de respeito por mim.
Hoje eu ainda sinto meu coração pular ao te ver, mas não corro mais atrás. Gostaria ainda de lhe dizer palavras doces e sinceras, mas que morrerão em minha boca, mesmo que isto a torne amarga.
Eu ainda gostaria de abraçá-lo forte, transmitindo a alegria que sentia ao encontrá-lo. Mas não irei desperdiçar um grau do calor do meu corpo, nem que estivesse congelando de frio.
Gostaria de não ter lhe dito nada. Nem de como seu sorriso era lindo, nem de como sua boca me era tentadora. E aquele gesto de educação no qual havia me deixado fascinada, preferia então que jamais tivesse existido. Preferia, de todo coração e neste caso pulmões, uma pneumonia.
Acho que é isto que não consigo entender. É como se naquele dia, uma pessoa completamente diferente estivesse ao meu lado. Uma pessoa com a mesma casca, mas que era ainda mais bonita pela delicadeza e doçura que vi.
Quando meu coração pula, é por este grande homem que eu vi em um dia de chuva. Mas algo me diz que talvez, apenas talvez, ele jamais tivesse existido e tudo não passou de confusão minha.
Sinto muito se o decepcionei por ser quem sou. Se esperava que meu nome fosse outro, que meu rosto fosse outro, que meu corpo fosse outro. Mas também, lamento por ter achado que podia ser algo maravilhoso, longe do que realmente é, ou pelo menos, tem me apresentado.
Não há longa vida à um rei deposto.
Love lost, my hell?
Esse ano acabou de começar, mas muitas coisas aconteceram que me fizeram pensar e muito. O tema de hoje é: Quando uma coisa era pra dar certo e não dá.
Acho que escrevi um pouco disto ontem, mas esse tema tem me pegado de jeito. Algumas vezes, eu tive tanta certeza de certas coisas: que tinha encontrado o amor eterno, que eu ia odiar algumas pessoas pra sempre, que ia amar outras pra sempre.
Algumas vezes eu acertei: a primeira impressão foi a que ficou. Mas já teve tanta gente que eu amava tanto, que fazia parte da minha vida e um dia, simplesmente, não se tornou nem lembrança de um tempo bom. Não se tornou nada.
O pior de tudo isso é o modo como mantemos nossos olhos e mentes fechados. Ficamos tão ligados a dor, tão ligados a decepção, tão ligados ao que foi ruim que não conseguimos perceber as coisas ao nosso redor.
Sim, eu perdi um amigo que nunca mais voltará. Mas pra este que perdi, foi colocado em meu caminho outros 10, que de alguma forma conquistei mas que era muito cega pra perceber.
Pessoas que eu não esperava que me considerassem, que gostassem de mim, que lembrassem de coisas que disse que nem eu mesma lembrava.
Eu sei, tenho perdas que me parecem irreparáveis. Não vão voltar, e nada pode substituir o que perdi. Mas não eram as únicas coisas que existiam, não eram as únicas pessoas da terra. Tudo é aprendizado, pode ser doloroso na maior parte das vezes, mas, o que fazer? São escolhas, minhas, dos outros, da vida. Eu preciso aprender a ver tudo de uma forma mais leve, de me permitir o luto, mas não viver para sempre em luto.
Espero que você também possa aprender isto.
Acho que escrevi um pouco disto ontem, mas esse tema tem me pegado de jeito. Algumas vezes, eu tive tanta certeza de certas coisas: que tinha encontrado o amor eterno, que eu ia odiar algumas pessoas pra sempre, que ia amar outras pra sempre.
Algumas vezes eu acertei: a primeira impressão foi a que ficou. Mas já teve tanta gente que eu amava tanto, que fazia parte da minha vida e um dia, simplesmente, não se tornou nem lembrança de um tempo bom. Não se tornou nada.
O pior de tudo isso é o modo como mantemos nossos olhos e mentes fechados. Ficamos tão ligados a dor, tão ligados a decepção, tão ligados ao que foi ruim que não conseguimos perceber as coisas ao nosso redor.
Sim, eu perdi um amigo que nunca mais voltará. Mas pra este que perdi, foi colocado em meu caminho outros 10, que de alguma forma conquistei mas que era muito cega pra perceber.
Pessoas que eu não esperava que me considerassem, que gostassem de mim, que lembrassem de coisas que disse que nem eu mesma lembrava.
Eu sei, tenho perdas que me parecem irreparáveis. Não vão voltar, e nada pode substituir o que perdi. Mas não eram as únicas coisas que existiam, não eram as únicas pessoas da terra. Tudo é aprendizado, pode ser doloroso na maior parte das vezes, mas, o que fazer? São escolhas, minhas, dos outros, da vida. Eu preciso aprender a ver tudo de uma forma mais leve, de me permitir o luto, mas não viver para sempre em luto.
Espero que você também possa aprender isto.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Romeu, Romeu...
... será que o problema sou eu?
Uma coisa que realmente gosto na minha vida é ler. E cá estava eu, lendo "Julieta Imortal". Bom, se você não gosta de Spoiller, pare de ler este texto agora.
S
P
O
I
L
L
E
R
Pois bem, se você ainda está lendo, é por conta e risco. Neste livro, aquela linda história sobre o amor de Romeu e Julieta é contada com um assassinato. Romeu matou Julieta. É, o amor não existe nem aí. Sem muitos detalhes, a única salvação, segundo Romeu, para os dois seria Julieta voltar a amá-lo. E está aí o que me deixou pensando.
Julieta foi traída, esfaqueada, deixada morrer por alguém que lhe jurou amor eterno. Seria ela capaz de esquecer tudo isto e acreditar no amor novamente, acreditar que Romeu era aquele rapaz doce que pareceu ser, alguém com quem ela quis passar a eternidade?
Esse é o questionamento que comecei a me fazer. Não é mistério pra ninguém as coisas pelas quais passei, pelo meu relacionamento falido que tentei levar por anos e que uma hora simplesmente acabou.
Não digo que meu ex seja uma pessoa ruim. Todos temos defeitos, e ele tinha suas qualidades. Mas tantas vezes fiquei frustrada por não ser o que ele queria, tantas vezes ele me machucou que nem consigo contar. Eu sei que aquele menino que amei, que roubou um beijo e me fez acreditar não existe mais ali. Nem mesmo a casca é a mesma: o tempo nos modifica de uma forma bizarra. Eu também não sou a mesma e não acredito mais no amor como eu acreditava.
Não acho, de forma alguma, que um dia poderia olhar nos olhos que olhei tantas vezes com paixão e não me lembrar de todas as coisas ruins que aconteceram. O que me preocupa sinceramente é olhar em outros olhos e também não acreditar na paixão que existe neles.
Por que me tornei isto? Essa pessoa sem fé? Algo que eu não admiro, que não entendo? Por que deixei morrer o que existia de mais bonito em mim?
Não existe mais entrega sincera? Não existem braços que possam me proteger? Não existe alguém com quem meu futuro possa ser construído?
Se nem mesmo Julieta e Romeu puderam ser felizes para sempre... Existe salvação?
Ainda amarga, eu sei. Esta parte de mim é ruim, mas por outro lado me tornou mais alerta. Não existe principe encantado, nem amor imortal.
Uma coisa que realmente gosto na minha vida é ler. E cá estava eu, lendo "Julieta Imortal". Bom, se você não gosta de Spoiller, pare de ler este texto agora.
S
P
O
I
L
L
E
R
Pois bem, se você ainda está lendo, é por conta e risco. Neste livro, aquela linda história sobre o amor de Romeu e Julieta é contada com um assassinato. Romeu matou Julieta. É, o amor não existe nem aí. Sem muitos detalhes, a única salvação, segundo Romeu, para os dois seria Julieta voltar a amá-lo. E está aí o que me deixou pensando.
Julieta foi traída, esfaqueada, deixada morrer por alguém que lhe jurou amor eterno. Seria ela capaz de esquecer tudo isto e acreditar no amor novamente, acreditar que Romeu era aquele rapaz doce que pareceu ser, alguém com quem ela quis passar a eternidade?
Esse é o questionamento que comecei a me fazer. Não é mistério pra ninguém as coisas pelas quais passei, pelo meu relacionamento falido que tentei levar por anos e que uma hora simplesmente acabou.
Não digo que meu ex seja uma pessoa ruim. Todos temos defeitos, e ele tinha suas qualidades. Mas tantas vezes fiquei frustrada por não ser o que ele queria, tantas vezes ele me machucou que nem consigo contar. Eu sei que aquele menino que amei, que roubou um beijo e me fez acreditar não existe mais ali. Nem mesmo a casca é a mesma: o tempo nos modifica de uma forma bizarra. Eu também não sou a mesma e não acredito mais no amor como eu acreditava.
Não acho, de forma alguma, que um dia poderia olhar nos olhos que olhei tantas vezes com paixão e não me lembrar de todas as coisas ruins que aconteceram. O que me preocupa sinceramente é olhar em outros olhos e também não acreditar na paixão que existe neles.
Por que me tornei isto? Essa pessoa sem fé? Algo que eu não admiro, que não entendo? Por que deixei morrer o que existia de mais bonito em mim?
Não existe mais entrega sincera? Não existem braços que possam me proteger? Não existe alguém com quem meu futuro possa ser construído?
Se nem mesmo Julieta e Romeu puderam ser felizes para sempre... Existe salvação?
Ainda amarga, eu sei. Esta parte de mim é ruim, mas por outro lado me tornou mais alerta. Não existe principe encantado, nem amor imortal.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
A Jornada...
Não farei promessas de ano novo. Eu, em todo este caminho que percorri até agora, aprendi que promessas não são sempre cumpridas. Então, por que eu faria algo fadado a talvez não dar certo?
Não, hoje, aqui, faço uma apresentação do que será apresentado em 2013.
Não, hoje, aqui, faço uma apresentação do que será apresentado em 2013.
- Este ano irei começar dança do ventre. E isso me trará não só saúde física como mental.
- Eu irei cuidar melhor da minha alimentação. Eu, que sempre disse que o nosso corpo é um templo, tenho negligenciado-o, comendo o que não devo, fazendo o que não devo. Basta.
- Eu irei cuidar melhor das minhas amizades. Eu nunca mais irei deixá-las de lado, por ninguém! O final de 2012 trouxe pra minha vida a volta de pessoas que são tão importantes, e que eu penser ter perdido pra sempre. Mas o que o amor verdadeiro une, não é tão fácil de ser destruído.
- Eu ME amarei mais. Tenho sido cruel demais comigo, e isso é ridículo. Eu sou uma pessoa especial, eu tenho um bom coração, eu tenho saúde, eu tenho um corpo perfeito, dominio de minhas faculdades mentais. Eu posso ir aonde quero, fazer o que quero, sem precisar de ninguém pra isso. E eu tenho que ser grata e aproveitar uma benção como esta.
- Eu irei me religar ao sagrado. Existe uma força que move o mundo, e não importa o nome pelo qual chamamos, esta força não me abandonou nem por um segundo quando precisei.
- Meditar, eu preciso meditar! Tantas vozes que precisam ser acalmadas. Tanta energia que precisa ser centralizada.
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